As possibilidades me sufocam.

Cada segundo é um espetáculo rápido
E as palavras se remexem alucinadas dentro de mim
Tentando acompanhar o ritmo de meus olhos ávidos.
Sinto vontade não sei do quê
Quero ir não sei para onde
Tudo faz parte de uma infinidade violenta
E minha realidade é muito ínfima
Em relação à vastidão que me atormenta.
Mas não sei por onde começar
São 360º de pedaços de vida inexplorados
Todos com sua cruel parcela secreta de aproveitamento
Afinal, devo investir de que lado?
E a dúvida me imobiliza
Casos e acasos, eventos e opções me cegam
Desnorteada e aflita,
Tudo o que consigo fazer é sonhar
Na tentativa inocente
De compensar mentalmente
Tudo aquilo que não vivi, não senti e não tentei
E em seguida me pego a pensar
Se com o tempo esta minha ânsia de vida
Poderá solenemente sossegar.



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