Podia ser ela mesma, quando estava só. E era isto que precisava fazer com frequência: pensar. Bem, nem mesmo pensar. Ficar em silêncio; ficar sozinha. E toda a existência, toda a atividade, com tudo que possuem de expansivo, brilhante, vibrante, vocal, se evaporavam. Então podia, com uma certa solenidade, retrair-se em si mesma, no âmago pontiagudo da escuridão, algo invisível para os outros.
Virginia Woolf. Ao Farol; tradução de Luiza Lobo. Ediouro, pág. 67.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
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