“O segredo é esse, a felicidade não está nas grandes coisas, na quantidade de dinheiro que carregamos no bolso, está no conjunto do dia, nos pequenos gestos, nas ocorrências cotidianas, está na leitura de um olhar discreto, nas reações e sentimentos alheios, nas impressões sentimentais naufragadas ou prestes a surgir do inconsciente, nas respostas ditas claramente e sem medo, na estante de livros do corredor, na capacidade de sermos diferentes e incrivelmente interessantes, de nos permitirmos a enlouquecer e sair pela ruas declarando o amor ou a desilusão, de entendermos que só há uma saída quando se trata de ser verdadeiro, e ela reside no fato de sermos exatamente quem somos, gays, transviados, românticos, poetas marginais, políticos, amantes, nerds, surfistas, deístas, travestis, cristãos, militares, hyspers, ou quem sabe um transviado-militante ou um sufista-poeta, somos todos seres humanos mutantes em completa e constante evolução. Saber que se radicalizar ou se prender ao passado, à ideias retrógradas e estapafúrdias é se congelar perante as possibilidades, é burrice frente ao um mundo que anda na velocidade da luz. Nos resta saber que a felicidade está impreterivelmente nas nossas escolhas e ações cometidas quando nos deparamos com o absurdo e irreal aos olhos do coração, está dentro de nós, está na nossa capacidade de semear o bem e o mal, de criar estilos inéditos, misturados, completamente inusitados. Os momentos escrevem a vida assim como os ponteiros percorrem o relógio e definem as horas do dia. Então, não sejamos egoístas, sejamos responsáveis e corajosos, sejamos condutores e produtores de nossas próprias vidas. Chega de culpar o outro e nos justificarmos citando regras e padrões ou até mesmo nossos pais e professores. Está na hora de sermos pessoas melhores, chega de tanta mediocridade e lamentações. É hora de escrever nossos próprios princípios de vida, defendê-los e sermos absolutamente livres e felizes.”
Elisa Bartlett
quarta-feira, 9 de julho de 2014
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