“Pessoas. Olhares evasivos, semblantes tristes, alegres e por vezes monótonos. Pessoas: um poço fundo de sentimentos subjetivos e qualidades duvidosas. Pessoas. Eu olho-as e tento penetrar na alma delas e entender ou talvez perceber um pouquinho que seja das suas vidas. Não que eu queria ser curioso, mas isso me encanta. Pessoas. Olho-as e tento imaginar de onde elas vêm, para onde vai, se estão bem, se está pensando o mesmo sobre mim ou o que elas carregam no peito. Pessoas. Sou um apaixonado por essas almas prolixas que vêm de não sei de onde e vão para não sei o quê. Pessoas. Olho-as profundamente na esperança de resgatar o meu eu perdido nos olhares demorados dos demais transeuntes. Pessoas não são iguais à ninguém. Somos todos seres ímpares, nascemos assim, desprovidos de semelhança alheia. Pessoas. Ando pela Avenida e percebo que meu dia jamais seria o mesmo sem poder ver, analisar, pensar ou levantar perguntas retóricas para mim mesmo sem elas. As pessoas me ajudam a compreender o que eu não percebo. As pessoas fazem o que eu não faço. As pessoas comem, bebem, vestem, falam o que eu não bebo, e isso me chama a atenção. Somos eternos seres cativantes e não fazemos a mínima idéia de que podemos ser o alvo de um olhar aguçado. Pessoas. Todo mundo se parece com a gente, mas ninguém é igual a ninguém.”
domingo, 15 de junho de 2014
PESSOAS
“Pessoas. Olhares evasivos, semblantes tristes, alegres e por vezes monótonos. Pessoas: um poço fundo de sentimentos subjetivos e qualidades duvidosas. Pessoas. Eu olho-as e tento penetrar na alma delas e entender ou talvez perceber um pouquinho que seja das suas vidas. Não que eu queria ser curioso, mas isso me encanta. Pessoas. Olho-as e tento imaginar de onde elas vêm, para onde vai, se estão bem, se está pensando o mesmo sobre mim ou o que elas carregam no peito. Pessoas. Sou um apaixonado por essas almas prolixas que vêm de não sei de onde e vão para não sei o quê. Pessoas. Olho-as profundamente na esperança de resgatar o meu eu perdido nos olhares demorados dos demais transeuntes. Pessoas não são iguais à ninguém. Somos todos seres ímpares, nascemos assim, desprovidos de semelhança alheia. Pessoas. Ando pela Avenida e percebo que meu dia jamais seria o mesmo sem poder ver, analisar, pensar ou levantar perguntas retóricas para mim mesmo sem elas. As pessoas me ajudam a compreender o que eu não percebo. As pessoas fazem o que eu não faço. As pessoas comem, bebem, vestem, falam o que eu não bebo, e isso me chama a atenção. Somos eternos seres cativantes e não fazemos a mínima idéia de que podemos ser o alvo de um olhar aguçado. Pessoas. Todo mundo se parece com a gente, mas ninguém é igual a ninguém.”
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