pouco comuns
”(…) Não tenho paciência para a briga de recreio colegial, o cuspe no chão com pé passado em cima, a retórica vazia jogada pra torcida como beijos de centroavante que muda de time a cada semana. Quero ser fra(n)co e quero receber a fra(n)queza como um presente. Quero discordar ao pé do ouvido, com um sorriso tímido no rosto. Quero a mão na mão trêmula, sem luvas de box. Quero o olho no olho marejado, sem óculos escuros. Quero o frio dos pés sob o cobertor, sem coturnos.
Polêmica é a cocaína das ideias. E cocaína, vocês sabem, é uma máquina de fazer chatos. Quero de volta as horas que perdi tentando conversar com caras travados que não escutavam. Só falavam. Alto demais, rápido demais, besteiras demais. Convictos demais.
Tenho tido meu quinhão de polêmicas. Não as procurei nem tentei evitá-las. São efeitos colaterais de algo, para mim, muito mais importante e interessante: as canções, os textos, as idéias…
Me tenho por um cara simples, com ideias claras (ainda que pouco comuns). Sei que, no meio em que me movimento, a polêmica é considerada um valor em si. Sinônimo de maior exposição, capa de revista, acessos no site. Mas este é só o meio em que me movimento, não sou eu.”
MESTRE: Humberto Gessinger.
Polêmica é a cocaína das ideias. E cocaína, vocês sabem, é uma máquina de fazer chatos. Quero de volta as horas que perdi tentando conversar com caras travados que não escutavam. Só falavam. Alto demais, rápido demais, besteiras demais. Convictos demais.
Tenho tido meu quinhão de polêmicas. Não as procurei nem tentei evitá-las. São efeitos colaterais de algo, para mim, muito mais importante e interessante: as canções, os textos, as idéias…
Me tenho por um cara simples, com ideias claras (ainda que pouco comuns). Sei que, no meio em que me movimento, a polêmica é considerada um valor em si. Sinônimo de maior exposição, capa de revista, acessos no site. Mas este é só o meio em que me movimento, não sou eu.”
MESTRE: Humberto Gessinger.


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