sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência. Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar..... isto é saudade. Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio. Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza. Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado..... isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto !

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

Aparência é realidade

Aparência é realidade. O real é aquilo que pode ser visto e tocado, ouvido, cheirado e saboreado. O pensamento não é real, o que deseja não existe. ...A realidade muda com o tempo.  ...Destino é acaso. Algumas pessoas tem sorte, outras não. Viver é ganhar, é vencer, é ser alguém; morrer é perder, desaparecer, tornar-se ninguém. O que muda a realidade? O tempo. O espaço.  Nada existe até ser inserido fisicamente no tempo e espaço. Antes disso é irreal. Após ser destruído é inexistente. É tudo questão de tempo. O que há além do espaço? Nada. O que permanece além do tempo? Nada.   (Richard Bach)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Desculpa...

Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito
profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."

sábado, 4 de dezembro de 2010

sábado

“Sábado é sempre sábado, igual em Paris, Porto Alegre ou Cingapura. Sempre no ar aquela expectativa — pizza, cinema ou beijo, não importa — de uma gota de mel para o domingo” 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

não somos mais crianças

"Apenas já não somos mais crianças e desaprendemos a cantar. As cartas continuam queimando. Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltarão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais.'' 


                                                                      Caio F. de Abreu

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ódio

Ódio por ele? Não… Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto…
Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!
Ah! Nunca mais amá-lo é já bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!
Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda.
Ódio por ele? Não… não vale a pena.
Autora: Florbela Espanca

La Yugular

  7 heavens Big deal I wanna see the 8th heaven 10th heaven Thousandth heaven You know, it's like Break on through the other side It...